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4BIO - Valor Econômico (10/10/2011)

Distribuidoras têm mais serviços para agilizar entregas

Distribuidoras têm mais serviços para agilizar entregas

Por Jacilio Saraiva | Para o Valor, de São Paulo

 

André Kina: "Adotamos metas e premiamos os funcionários inovadores com promoções e participação nos lucros"

 

Empresas estão criando serviços inovadores para acelerar a distribuição de mercadorias e a interação com clientes. Na 4BIO, de venda de medicamentos especiais, um chip de controle de temperatura acompanha remédios refrigerados de alto custo. A PC Sistemas, de softwares de gestão, investiu R$ 2,4 milhões em um laboratório em Goiânia (GO) para realizar testes com tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês).

"No Brasil, o tema inovação ficou ligado à pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, o que foi um erro", diz Leonardo Marchi, sócio da consultoria Praxis Education. "Existem várias possibilidades de inovação em canais de venda ou na geração de valor para as empresas."

Na 4Bio, até 3% do faturamento vão para estudos na área de inovação. "Desde o início, em função de concorrência, precisamos inovar para crescer", diz o sócio-fundador André Kina, que abandonou uma multinacional para abrir o negócio, em 2004. Entre as inovações na área de logística estão o uso de um chip de controle de temperatura que acompanha remédios refrigerados e a venda de medicamentos por meio de smartphones e tablets. A maioria dos produtos entregues pela empresa é de alto valor e baseados em biotecnologia.

"Adotamos metas e premiamos os funcionários mais inovadores por meio de promoções, aumentos salariais e participação nos lucros", explica Kina. "Isso gera uma busca constante de inovação dentro da organização." Com 50 funcionários, a empresa faturou R$ 32,7 milhões em 2010 e a expectativa é alcançar R$ 43 milhões este ano. "Atrelar a parte financeira do quadro à inovação da empresa foi a chave para conseguirmos implementar uma cultura interna inovadora."

Antes de colocar as novas ideias na rua, Kina ouve clientes e fornecedores para medir o impacto dos projetos. Sem parceiros em centros de pesquisa ou ajuda de financiamentos externos, o empresário conta com quatro desenvolvedoras de software, uma da Bulgária e três brasileiras. De olho na expansão do mercado brasileiro, vai lançar uma plataforma móvel para a loja virtual, avaliada em R$ 150 mil. "O objetivo é que o consumidor compre medicamentos pelo celular ou tablets", afirma. Será possível escanear receitas médicas, enviá-las e fazer cotação de preços via mensagens de texto (SMS) ou e-mail. As entregas pela internet, em operação há quatro meses, já representam 20% do total das vendas. A 4BIO pretende crescer 30% ao ano, nos próximos três anos.

Para André Ribeiro Coutinho, professor de business design da Business School São Paulo (BSP), as empresas podem garantir um ritmo constante de produção, serviços e processos inovadores oferecendo mais incentivos às equipes. "É preciso transformar essa prática em uma ação contínua, amparada por ambientes de interação abertos a funcionários, clientes, fornecedores e parceiros", afirma. "Com isso, será possível a criação conjunta de ideias."

A PC Sistemas investiu R$ 2,4 milhões em um laboratório de 230 m2 na matriz, em Goiânia (GO), para estudar novas tecnologias antes que fossem implementadas em clientes. O objetivo é oferecer ao setor de distribuição uma infraestrutura capaz de desenvolver projetos que atendam desde o recebimento de produtos em centros de distribuição até a saída da mercadoria para o consumidor final. Um dos principais alvos do núcleo será o estudo de aplicações com RFID.

De acordo com Alexandre Santos, country managing director da GFT Brasil, de soluções de TI para a área financeira, as empresas precisam cultivar o conceito de inovação colaborativa, que integra redes de clientes e fornecedores. "As organizações têm dificuldade em adotar processos inovadores porque seus modelos de negócios são orientados a resultados de curto prazo, com medidas de desempenho mensais e trimestrais", diz. "A companhia inteira volta-se para atividades do dia a dia e não há tempo para pensar em iniciativas que criem vantagem competitiva."

A GFT acaba de lançar um concurso de inovação global que vai destacar avanços tecnológicos em soluções de internet móvel. O vencedor receberá um prêmio em dinheiro, de € 25 mil, e dois anos de treinamento com gestores para desenvolver o seu negócio.

"As empresas inovadoras devem investigar o comportamento de compra dos clientes, observar como a tecnologia pode facilitar procedimentos e não ter medo de experimentar novas formas de interagir com os compradores", diz Marchi, da Praxis.

Fonte : Valor Econômico

 

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