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Reajuste anual de preços de medicamentos

Divulgados os percentuais do reajuste.

 

O governo acaba de divulgar os fatores da fórmula do reajuste anual de preços de medicamentos que permitem calcular os índices para 2015.

 

Mais uma vez, os índices são insuficientes para repor os aumentos de custo da indústria farmacêutica nos últimos anos.

 

Ante um aumento médio de 15% nos custos de produção das empresas do setor no ano passado e uma desvalorização do real de 27% nos últimos 12 meses, o governo autorizou reajustes que variam entre 5,00% e 7,70%.

 

Essa situação, que se repete desde 2011, preocupa o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), pois tem afetado a saúde financeira das empresas e comprometido sua rentabilidade, com reflexos negativos nos investimentos e no lançamento de novos produtos.

 

Entre 2008 a 2014, para um reajuste de preços dos medicamentos acumulado de 33,19%, a inflação geral acumulada atingiu 47,25% (INPC-IBGE) e os aumentos de salário concedidos pelo setor somaram 62,06%.

 

Além de ser o único setor da economia submetido ao controle de preços – à exceção das concessionárias de serviços públicos – a indústria farmacêutica é regida por uma fórmula de reajuste que impede a reposição de custos e penaliza os ganhos de produtividade.

 

Fica evidente que o modelo de regulação econômica do mercado farmacêutico precisa ser revisto. E não apenas para garantir o equilíbrio econômico-financeiro das empresas.

 

O modelo deve mudar para contemplar também a correta remuneração dos investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento - condição indispensável para o futuro da indústria farmacêutica instalada no país.

 

Pressão de custos

 

Este ano, os custos de produção tendem a subir ainda mais. Algumas empresas já projetam gastos 20% maiores, em insumos (na maioria importados, submetidos a variação cambial de 44% entre janeiro de 2012 e janeiro de 2015) e materiais de embalagem (plástico, alumínio e papelão). Sem falar na pressão salarial.

 

Junte-se a esse contexto a crise hídrica e de energia. Ainda que os laboratórios tenham sistemas próprios de reúso de água e geração de eletricidade, o impacto da escassez nos preços de insumos, como o alumínio, certamente pressionará os custos.

 

Índices de reajuste autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)


Nível 1*: Classes terapêuticas sem evidências de concentração - 7,70%

Nível 2*: Classes terapêuticas moderadamente concentradas - 6,35%

Nível 3*: Classes terapêuticas fortemente concentradas 5,00%

 

Fontes: Diário Oficial da União, 26/03/2015: Fator X (2,70%) e Fator Y (0%); IPCA-IBGE março/2014–fevereiro/2015 (7,70%)

 

 

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